Voos para Roma por R$ 3.814: Vale usar milhas ou pagar em dinheiro?

Com voos para a Itália a partir de R$ 3.814, analisamos quando vale a pena segurar seus pontos e optar pela tarifa em dinheiro.

Por Equipe Editorial MilhasHoje
Fonte: Melhores Destinos

A Europa tem sido um dos destinos mais caros para emissões de passagens nos últimos tempos. Por isso, quando surgem tarifas promocionais em dinheiro, o milheiro precisa fazer as contas para decidir o melhor caminho. Recentemente, encontramos passagens de ida e volta para Roma a partir de R$ 3.814 saindo de São Paulo, e a partir de R$ 4.083 saindo de Campinas.

Diante desses valores, a pergunta de ouro é: vale a pena gastar o seu saldo de pontos ou é melhor garantir a tarifa pagando em dinheiro?

A conta: Milhas vs. Dinheiro

Para avaliar se a emissão em dinheiro é vantajosa, precisamos comparar com o custo de um bilhete-prêmio (award ticket). Atualmente, as emissões para a Europa nos programas nacionais (Smiles, LATAM Pass e Azul Fidelidade) sofrem com a precificação dinâmica (dynamic pricing).

Não é raro encontrar trechos para a Itália custando acima de 80.000 ou 100.000 milhas por trecho em classe econômica. Uma viagem de ida e volta pode facilmente consumir entre 160.000 e 200.000 milhas.

Se considerarmos o valor-alvo de mercado dos nossos milheiros:

  • LATAM Pass: ~R$ 25 por lote de 1.000 milhas.
  • Smiles: ~R$ 16 por lote de 1.000 milhas.

Uma emissão de 160.000 milhas Smiles, por exemplo, equivale a um custo de oportunidade de R$ 2.560. Somando as taxas de embarque e eventuais taxas de combustível (fuel surcharge ou YQ/YR) cobradas por parceiras internacionais, o valor final pode facilmente encostar ou superar os R$ 3.814 da tarifa promocional em dinheiro.

O fator acúmulo e status

Outro ponto crucial que muitos esquecem é que passagens pagas em dinheiro acumulam milhas e trechos qualificáveis no programa de fidelidade da companhia aérea ou de sua respectiva aliança (Star Alliance, SkyTeam ou oneworld).

Ao voar com uma tarifa paga de R$ 3.814, você além de não gastar seu saldo de pontos, ainda acumula milhas que ajudarão a manter ou subir o seu status/tier no programa. Bilhetes emitidos integralmente com milhas, por outro lado, geralmente não geram novos pontos ou segmentos qualificáveis.

Vale a pena?

Sim, para a realidade atual do mercado de turismo na Europa, tarifas de ida e volta para Roma na faixa dos R$ 3.814 saindo de São Paulo (ou R$ 4.083 de Campinas) representam uma excelente oportunidade de compra em dinheiro.

Guarde seus pontos para resgates em rotas onde a tarifa em dinheiro esteja proibitiva, ou para buscar "sweet spots" em cabines premium (Classe Executiva), onde a arbitragem de pontos costuma trazer um retorno financeiro muito superior.

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Perguntas frequentes

Vale a pena comprar a passagem para Roma de R$ 3.814 em dinheiro ou usar milhas?
Nesse cenário, vale a pena pagar em dinheiro. As emissões com milhas para a Europa costumam exigir pontuações altas devido à precificação dinâmica, o que, somado às taxas, frequentemente supera o custo da tarifa promocional em dinheiro.
Passagens promocionais em dinheiro acumulam milhas?
Sim. Diferente dos bilhetes emitidos com milhas, as passagens pagas em dinheiro acumulam pontos e trechos qualificáveis que ajudam o viajante a subir de status no programa de fidelidade.

Fonte

Melhores Destinos

Análise original do MilhasHoje a partir da fonte citada. Sempre confirme regras, prazos e valores no canal oficial do programa antes de decidir.

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