Governo estuda atrair JetSMART e Sky para voos domésticos

Governo federal estuda acordos para permitir que as low-costs JetSMART e Sky operem rotas domésticas no Brasil. Entenda o impacto para o mercado de milhas.

Por Equipe Editorial MilhasHoje
Fonte: Passageiro de Primeira

O plano do governo para atrair as low-costs

O governo federal brasileiro está avaliando alternativas regulatórias e acordos no âmbito do Mercosul para permitir que companhias aéreas de baixo custo (ultra-low-cost carriers ou ULCCs), como a chilena Sky Airline e a argentina/chilena JetSMART, operem voos domésticos dentro do Brasil. Atualmente, a legislação restringe a operação de rotas internas (cabotagem) a empresas constituídas no país.

Como isso pode impactar o mercado nacional?

Hoje, o mercado brasileiro de aviação doméstica é concentrado em três grandes players: LATAM, GOL e Azul. A entrada de empresas focadas em tarifas ultra-baixas traria uma pressão competitiva inédita, especialmente em rotas de alta densidade.

Para o passageiro que costuma viajar pagando em dinheiro, a expectativa natural é a redução no preço médio das passagens. No entanto, para quem vive no ecossistema de milhas e pontos, o impacto é indireto, mas igualmente importante.

O reflexo no mundo das milhas e pontos

Embora a JetSMART e a Sky Airline não possuam programas de fidelidade com o mesmo nível de penetração no Brasil que Smiles, LATAM Pass ou Azul Fidelidade, a entrada delas afeta o mercado de resgates de duas formas principais:

  1. Precificação Dinâmica (Dynamic Pricing): Os programas nacionais utilizam precificação dinâmica na imensa maioria dos bilhetes domésticos. Quando a tarifa em dinheiro cai devido à concorrência, a tendência é que o custo em milhas para essas mesmas rotas também apresente redução.
  2. Parcerias de Emissão: A JetSMART, por exemplo, tem uma parceria de emissão e acúmulo com a American Airlines (AAdvantage). A consolidação dessas empresas no mercado interno poderia abrir novas portas para emissões de bilhetes-prêmio (award space) com parceiros internacionais.

O que esperar a partir de agora?

A proposta ainda depende de negociações diplomáticas e ajustes regulatórios complexos, uma vez que a abertura de cabotagem costuma exigir reciprocidade entre os países membros do Mercosul. O MilhasHoje seguirá acompanhando os desdobramentos desta medida, que pode redefinir o cenário de resgates e voos domésticos nos próximos anos.

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Perguntas frequentes

As companhias JetSMART e Sky já operam no Brasil?
Sim, mas atualmente elas realizam apenas voos internacionais conectando o Brasil a outros países da América do Sul.
Como a chegada dessas low-costs afeta o mercado de milhas?
Com maior concorrência e tarifas em dinheiro potencialmente menores, os programas nacionais podem reduzir o custo em milhas devido à precificação dinâmica.

Fonte

Passageiro de Primeira

Análise original do MilhasHoje a partir da fonte citada. Sempre confirme regras, prazos e valores no canal oficial do programa antes de decidir.

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