A nova era das salas VIP: o que muda para quem viaja com cartões

Bancos e bandeiras de cartões redesenham o acesso a salas VIP com critérios rígidos e espaços próprios. Entenda o impacto para o viajante.

Por Equipe Editorial MilhasHoje
Fonte: Passageiro de Primeira

O mercado de cartões de crédito premium no Brasil passa por uma de suas maiores transformações. O que antes era um benefício quase irrestrito para portadores de cartões de alta renda — o acesso a salas VIP — tornou-se o centro de uma disputa acirrada entre bancos, bandeiras e administradoras aeroportuárias, com reflexos diretos na experiência de viagem.

O fim do acesso ilimitado e a barreira dos gastos mínimos

A popularização dos cartões de metal e de categorias como Black, Infinite e Nanquim gerou um problema de escala: a superlotação das salas VIP, especialmente no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), o principal hub do país. Como resposta, a indústria vem adotando critérios muito mais rígidos para a concessão do benefício.

Se antes bastava apresentar o plástico para garantir a entrada, hoje os bancos exigem metas de gastos mínimos mensais, investimentos na instituição ou limitam o número de acessos gratuitos anuais via redes parceiras como LoungeKey e Priority Pass. Essa mudança de postura visa filtrar o fluxo de passageiros e devolver o caráter de exclusividade aos espaços.

A corrida pelas salas VIP próprias

Para contornar as limitações das redes compartilhadas e fortalecer o relacionamento direto com o cliente de alta renda, grandes bancos e bandeiras iniciaram uma corrida para inaugurar salas VIP próprias. Espaços proprietários permitem um controle total sobre a qualidade do serviço, desde o cardápio oferecido até o conforto do ambiente.

Essa tendência redesenha a dinâmica dos aeroportos. O viajante frequente não busca mais apenas "uma sala VIP", mas sim o espaço exclusivo do seu banco emissor ou da bandeira do seu cartão, onde as chances de enfrentar filas são potencialmente menores e o nível de serviço tende a ser superior.

Como o viajante de milhas deve se adaptar

Para quem acumula milhas e viaja com frequência, o planejamento de acesso aos lounges tornou-se tão importante quanto a emissão do bilhete-prêmio. É fundamental adotar novas estratégias:

  • Rever a carteira de cartões: Avaliar se os cartões atuais ainda oferecem acessos gratuitos compatíveis com seu perfil de viagem.
  • Consultar as regras antes de embarcar: Os critérios de acesso (como a necessidade de gerar QR Code no app do banco ou cumprir metas de gastos) mudam constantemente.
  • Priorizar salas proprietárias: Sempre que possível, opte pelos lounges próprios do seu banco ou bandeira para evitar a superlotação das salas multimarcas.
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Perguntas frequentes

Por que as regras de acesso às salas VIP estão ficando mais difíceis?
A popularização dos cartões premium gerou superlotação nos lounges. Para conter o fluxo e manter a qualidade, bancos e bandeiras passaram a exigir gastos mínimos ou limitar os acessos.
O que são salas VIP próprias?
São espaços geridos diretamente por bancos ou bandeiras de cartões, em vez de redes credenciadas, oferecendo serviços exclusivos e maior controle de acesso para seus clientes.

Fonte

Passageiro de Primeira

Análise original do MilhasHoje a partir da fonte citada. Sempre confirme regras, prazos e valores no canal oficial do programa antes de decidir.

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